CEO da Oni recomenda investimento na formação das pessoas e na cibersegurança

“O investimento na cibersegurança é algo que tem de ser central para as empresas”, defende o presidente executivo da Oni, Nuno Saraiva

O presidente executivo (CEO) da Oni, Nuno Saraiva, recomendou esta quinta-feira, em declarações à Lusa, investimento na formação das pessoas e na cibersegurança para prevenir ciberataques, numa altura em que Portugal tem registado uma vaga de ataques informáticos.

“O investimento na cibersegurança é algo que tem de ser central para as empresas, eu creio que a grande parte das empresas portuguesas está já sensibilizada para isso e tem vindo a esforçar-se nesse investimento”, afirmou o gestor, que falava à Lusa à margem da conferência de imprensa da operadora de telecomunicações, que decorreu em Lisboa.

Esta é “a recomendação principal”, salientou, mas, além do investimento na aquisição de equipamentos ou de soluções tecnológicas, “é preciso investir nas pessoas que trabalham nessas empresas”, disse.

Isto porque “na maior parte das vezes os ataques são bem sucedidos porque as pessoas que lá trabalham não são devidamente formadas e alertadas para os riscos de certos procedimentos que tomam”, sublinhou o presidente executivo (CEO).

“Todos nós somos alertados regularmente para ataques de phishing em que são roubadas as ‘passwords’ e credenciais de acesso às redes, às nossas redes particulares ou das empresas e, de facto, as pessoas têm de ser alertadas constantemente porque eles são cada vez mais sofisticados”, prosseguiu.

Portanto, “o investimento na formação das pessoas e, obviamente, na aquisição de soluções tecnológicas cada vez mais sofisticadas, porque os atacantes também são cada vez mais sofisticados”, são as recomendações de Nuno Saraiva.

“Talvez o número de ataques também tenha aumentado, mas sobretudo tornaram-se muito mais visíveis pelo impacto que tiveram em empresas de grande notoriedade que todos nós sabemos”, referiu o gestor.

“Sem dúvida que os ataques sempre aconteceram e estão a acontecer todos os dias, é diário, infelizmente o que assistimos desde o início deste ano são ataques com grande visibilidade e impacto na vida de todos nós”, rematou.

Desde que o ano começou que se tem assistido a uma vaga de ciberataques em Portugal, desde o grupo Impresa até ao caso da Vodafone, na passada segunda-feira, que afetou a rede da operadora e os seus quatro milhões de clientes.

A tentativa de ataque informático ao grupo de media Trust in News, dono de vários títulos, entre os quais a Visão, foi um dos casos reportados na passada quarta-feira.

Já hoje, os Laboratórios do Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa foram alvo de um ataque informático, mas estão a trabalhar normalmente, disse à agência Lusa o proprietário da rede de laboratórios.

Entretanto, a Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA) disse hoje à agência Lusa estar a “acompanhar de perto” os recentes ciberataques em Portugal e presta apoio à equipa portuguesa de resposta de emergência membro da rede europeia.

Fonte: Expresso